Quem faz o trabalho

João Victor Grandizoli

João Victor Grandizoli

Engenheiro físico formado pela UFSCar em 2016. Desde então trabalho entre tecnologia e mercado financeiro. Hoje sou CTO de um multi-family office, onde construí e opero os três sistemas que sustentam a casa — o painel gerencial, o CRM e o hub do consultor.

Não fui contratado para entregar e ir embora. Tive que conviver com o que construí: usar todo dia, manter, corrigir quando quebrou e ouvir de quem depende daquilo. É uma escola diferente de quem entrega e não volta.

01
Por que engenharia física

É um curso de medir. Antes de opinar sobre um sistema, você aprende a instrumentar, medir e só então concluir. É o contrário de chegar com a solução pronta, e é por isso que o meu trabalho começa com uma visita e um levantamento em vez de uma proposta.

02
Uma pessoa no lugar de um time

Diagnóstico e implementação pela mesma pessoa não caberia no tempo nem no preço cinco anos atrás. Hoje cabe, porque eu uso IA na parte do trabalho em que ela de fato rende: ler muito dado, escrever muito código, testar muita hipótese. Não é o que eu vendo — é como eu consigo entregar sozinho, e é o que faz a conta fechar.

Um levantamento do MIT em 2025, sobre mais de trezentas iniciativas corporativas de IA, encontrou em torno de 95% sem retorno mensurável. O problema quase nunca é a ferramenta: é que ninguém mexeu no processo em volta dela. Uso IA quando ela é a resposta, e digo quando não é.

03
O critério é um ano

Só entro se eu enxergar o trabalho se pagando em menos de um ano — em hora de gente que deixa de ser gasta, em erro que para de acontecer, em decisão que passa a ser tomada com número em vez de palpite. Se eu não enxergar, eu digo, e não pego o trabalho.

Isso não é garantia de resultado, é critério de entrada. Prometo franqueza sobre a conta, não um número que eu não teria como provar antes de começar.

04
Sim, eu tenho um emprego

Sou CTO de um multi-family office, e é de lá que vem a prova que você viu na página inicial: aqueles três sistemas estão rodando hoje, não numa empresa onde eu trabalhei cinco anos atrás. É a diferença entre quem opera e quem já operou.

Na prática: pego poucos projetos por vez, o diagnóstico é concentrado em uma visita e o levantamento que vem dela, e a implementação tem data de início e de fim combinadas antes de começar. Se o seu prazo não couber no meu, eu digo antes de você pagar qualquer coisa — a mesma regra do critério de um ano.